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Avanço do PIB no Brasil deve superar o do G7

8 de setembro de 2009

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil referente ao segundo trimestre, que será divulgado sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve crescer entre 1,8% e 2% em comparação com o trimestre passado, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Menos otimista, o mercado financeiro aposta em 1,6%. De qualquer forma, a variação positiva tira o país da recessão técnica, configurada por dois trimestres negativos (-3,7% no último trimestre de 2009 e -0,8% no primeiro trimestre deste ano). E, independentemente de quem esteja com a razão – o governo ou o mercado –, o desempenho será melhor que a média não só do G7 (grupo das sete economias mais avançadas do mundo), como também da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade com sede na França, que reúne 30 países industrializados.

No G7, o PIB do segundo trimestre ainda foi negativo (-0,1%) em relação ao trimestre imediatamente anterior e com ajuste sazonal. A queda, porém, foi menor do que a registrada no primeiro trimestre de 2009 (-2,1%) em igual base de comparação. Para o conjunto da OCDE, também descontados os efeitos sazonais, a taxa de variação do PIB ficou, em relação ao mesmo período do ano anterior, em -4,6% no segundo trimestre e em -4,7% no primeiro trimestre.
Na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), embora as estimativas preliminares mostrem que as economias dos países europeus e dos EUA ainda não saíram da recessão no segundo trimestre, as previsões são otimistas para o terceiro trimestre. “Em declarações recentes, tanto Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do EUA), como Mervyn King, presidente do Banco da Inglaterra, sustentaram que as economias estão próximas da recuperação. Porém, são grandes as incertezas em relação ao ritmo da recuperação. Sobretudo porque, nos Estados Unidos e também em vários países da Europa, empresas e famílias continuam enfrentando dificuldades de acesso ao crédito bancário, que permanece caro e escasso”, diz estudo do Iedi.

A perspectiva para o PIB brasileiro, e sua possível confirmação ainda nesta semana, não deixa dúvida de que o país passou pela turbulência mais rápido que os países desenvolvidos. Segundo o último levantamento feito pelo Banco Central (BC) junto a analistas financeiros na semana passada, o PIB deve fechar 2009 com queda de 0,3%. A projeção é melhor que a verificada um mês atrás, de baixa de 0,38%. Para 2010, quando se espera a plena recuperação dos prejuízos provocados pela crise, a expectativa é de avanço de 4%, ante 3,6% há quatro semanas.

Existem várias justificativas para o desempenho brasileiro. “Do lado da oferta, o principal destaque deve continuar no setor de serviços, que teve desempenho muito mais positivo do que a indústria desde o início da crise. Do lado da demanda, também não devemos ter grandes alterações na composição do crescimento, com o destaque para consumo das famílias impulsionado tanto pelas boas condições do mercado de crédito quanto pela sustentação do mercado de trabalho”, analisa a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli.

Para ela, o destaque negativo ainda deve ficar com os investimentos, que têm apresentado o pior desempenho entre os componentes do PIB. “Para o terceiro trimestre, começam a aparecer os primeiros sinais, ainda que incipientes, de inversão da trajetória negativa deste componente. Tanto a recuperação, ainda que lenta, dos níveis de utilização de capacidade ociosa quanto a melhora dos índices de confiança do empresário sinalizam espaço para alguma retomada do apetite por novos investimentos ao longo dos próximos meses”, explica.
Também neste ponto, o Iedi é mais otimista. Segundo o instituto, o fato de a produção industrial brasileira ter crescido em julho 2,2% na comparação com junho (o sétimo crescimento consecutivo), e em todos os setores, mostra que o setor está em “efetiva recuperação” – “e não há sinais no horizonte que ameacem a continuidade desse processo no segundo semestre”.

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